Em primeira instância a idéia de se fazer um longa metragem sobre uma tipografia pode soar um pouco fora do senso comum para pessoas que não tenham contato com a área de design e/ou publicidade. Mas o propósito disso é bem claro. Se você der uma volta em qualquer uma das principais cidades do mundo como Nova Iorque, Paris, Londres, Amsterdan, Berlin ou até mesmo São Paulo para todo lugar que olhamos vemos diferentes tipografias e provavelmente tem um tipo delas que você vê mais que as outras, pode ter certeza que esta é Helvetica.
Esta tipografia faz parte do cotidiano de milhares de pessoas ao redor do mundo, dando direções no metrô, dizendo aonde estacionar o carro, aonde está o toilete, quanto pagar por um hot dog. Ou seja percebemos uma linguagem a parte se quisermos.
O intuito da Helvetica foi a criação de uma tipografia com melhor legibilidade e ao mesmo tempo limpa e com um ar contemporâneo. Há uma frase famosa que diz mais ou menos o seguinte: “ Se você não é um designer e quer se aventurar fazendo algum trabalho gráfico use Helvetica que vai ficar bom”.
O filme Helvetica, lançado em 2007, é um documentário sobre tipografias, design gráfico e cultura visual global. E a partir daí desenvolve diálogos entre a tipografia com alguns importantes ícones gráficos da nossa geração. Entre eles algumas capas de discos famosas como The Beatles White Album, Run DMC e Frank Sinatra.
Ao longo dessa jornada de informação e imagem, são entrevistados alguns dos maiores designers da atualidade e da velha guarda. Cada um dando a sua opinião sobre o impacto causado pela tipografia no mundo e sua opinião (nem sempre favorável) sobre a fonte.
A seleção musical feita para o filme foi extremamente cuidadosa e conta com a participação de artistas como El Ten Eleven, Sam Prekob, Kim Hiorthøy, Chicago Underground e outros.
Apesar do sobrenome que abre muitas, senão todas, as portas quando se trata de cinema, o talento da diretora Sofia Coppola na arte de se fazer filmes é inegável.
O filme Lost In Translation (Encontros e Desencontros) mostra uma combinação de música e imagens de cair o queixo. A trilha sonora criada como pano de fundo para os dois protagonistas americanos (Scarlett Johansson e Bill Murray) “perdidos” na imensidão de informações de Tokio é no mínimo notável.
Em meio a cenas introspectivas e humor despretensioso (mas extremamente divertido), as músicas escolhidas se encaixam com maestria em cada uma das tomadas.
Toda a seleção de canções segue uma linha comedida, sem muitas variações de estilos. Passeando por bandas como My Bloody Valantine, Air, Death In Vegas, Phoenix e uma boa dose de Kevin Shields (um dos maiores responsáveis pela atmosfera agradável do disco).
Um daqueles casos em que um filme de beleza ímpar se completa com uma trilha sonora do mesmo patamar.
KEVIN SHIELDS – ARE YOU AWAKE
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SQUAREPUSHER – TOMMIB
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PHOENIX – TOO YOUNG
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No começo de carreira o Yo La Tengo costumava dar suporte à rádio independente WFMU com visitas anuais ao estúdio de gravação. Durante essas apresentações atendia às solicitações dos ouvintes que pediam suas músicas favoritas para serem tocadas (porém, nenhuma delas composições da banda).
A capa do disco Murdering The Classics retrata de maneira satírica a situação do grupo dentro do estúdio, e o álbum é uma compilação de mais de duas dúzias de canções gravadas durante essas seções.
O disco contém uma seleção baseada principalmente no rock ‘n’ roll, com alguns momentos de jazz e blues. Como as músicas eram improvisadas na hora, há mudanças erradas de acordes, alguns tropeços nos vocais e medleys com fusões um pouco precipitadas entre as canções. Mas a energia do trio está aí e supera todos esses percalços. Afinal quando se trata de rock, na maioria das vezes a performance supera a técnica.
THE NIGHT CHICAGO DIED
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SEA CRUISE
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DING DANG – INTERPLANETARY MUSIC
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Acho difícil um artista que não iria gostar da idéia de expressar a sua arte em shapes de skate, ainda mais cinco de uma só vez. No caso acima o artista usou-os juntos e fez uma composição em que mostrados lado a lado, na ordem certa, formam um desenho inteiro.
A inspiração foi o clássico álbum Kind of Blue, de Miles Davis, uma das maiores obras primas da história do jazz. Da esquerda para a direita Paul Chambers, Bill Evans, Miles Davis, John Coltrane e Jimmy Cobb, todos mestres do improviso.
Sem dúvida, uma bela inspiração para quem for usá-los. Se é que alguém teria coragem de usar.
JOHN COLTRANE – SOFTLY AS IN A MORNING SUNRISE
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BILL EVANS – GLORIA’S STEP (TAKE 3)
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