Out of The Blue Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Glass Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Desconstruir o som dos Strokes. Essa foi a missão encarada pelo vocalista Julian Casablancas em Phrazes for the Young, seu primeiro trabalho solo. Mas o resultado que encontramos nas 8 faixas do registro remete mais a uma reconstrução da sonoridade da banda de Nova York sob uma ótica que ora flerta com um pop retrô, ora com rock futurista experimental. Por Luiz Guilherma Moffa
Cha Cha Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Esketa Dance Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Vamos por partes. Primeiramente vale uma breve introdução sobre os dois nomes responsáveis pelo disco. Mulatu Astatke, um dos pais do jazz etíope, multi-instrumentista e é uma das figuras mais originais da cena jazzística mundial no momento. Há alguns anos participou da trilha sonora do filme Broken Flowers (Flores Partidas), de Jim Jarmush, produz uma série de novos artistas e está envolvido em alguns projetos de modernização de instrumentos musicais na universidade de Harvard e no Massashussets Institute of Technology (MIT). O Heliocentrics, liderado pelo baterista Malcom Catto, é um conjunto de músicos londrinos que divaga pelo jazz, hip hop, funk, eletrônico e pela world music. Suas principais referências são Elvin Jones, David Axelrod, Sun Ra, James Brown, Ennio Morricone, Stark Reality e Joyride. A bateria de Catto já foi bastante sampleada por Madlib e seu Yesterday’s New Quintet. Alguns trabalhos recentes do grupo são parcerias com Melvin Van Peebles e DJ Shadow. A junção desses dois nomes transita por sonoridades não muito convencionais. E como eles mesmos dizem é melhor não ficar tentando achar um gênero musical para classificá-los, pois nem eles mesmos conseguiram realizar tal tarefa. A capa é uma boa deixa para o conteúdo do disco. Uma porção de elementos aparentemente desconexos, que montados do jeito certo formam um desenho interessante. Por Gabriel Sáez
Mouthful Of Diamonds Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Turn It Off Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Este duo de guitarra e teclado surgiu em Nova Iorque em 2007 e pode ser classificado como uma banda de indie rock eletrônico. Suas influências são soul, jazz, concrete, rock, shoegaze, hip-hop, psyche, afro-beat e pop. E sua característica principal é o expimentalismo feito na fusão dessa vasta gama de referências musicais. Em Eyelid Movies, o mais novo trabalho da dupla, eles apostam em um som lo-fi com uma boa mescla de todas as influências citadas acima e o resultado é uma grande variedade de estilos musicais entre as músicas. Apesar disso, todas elas tem um fio condutor que as deixam muito bem “amarradas” e fazem com que a álbum flua bem, sem ficar cansativo. Alguns pontos altos são “Mouthful of Diamonds” e “When I’m Small” que abrem o disco e são uma boa introdução do que vem na sequência em termos de sonoridade. “Turn it Off” também segue a mesma linha mas com batidas quebradas mais fortes e uso de sintetizadores com bastante influência hip hop. “As Far As I Can See” é um eletro-soul que faz uso da fusão de samples e alguns loops acompanhados de um vocal suave. Fazia algum tempo que a cena eletrônica de Nova Iorque não revelava um trabalho fora dos padrões com tanta originalidade. Por Gabriel Sáez |
Amber Gris Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Quando o trio nova-iorquino de jazz Medeski, Martin & Wood resolveu apostar no projeto Radiolarians, em setembro 2008, fez isso com o objetivo de romper com o modelo consolidado pelo mercado musical, que aposta no ciclo de compor, gravar e depois sair em turnê divulgando o disco. John Medeski (órgão/piano), Billy Martin (bateria/percussão) e Chris Wood (baixo) subverteram essa receita ao seguir um caminho que se iniciou com jam sessions para a composição de alguns temas, seguida pela imediata realização de shows em que tocariam e aprimorariam as novas canções. No final das turnês, os músicos se reuniram para gravar o material apresentado para as plateias ao redor do mundo, o que resultou em 3 álbuns: Radiolarians I, II e III, lançados sequencialmente. Para fechar esse audacioso projeto com chave de ouro, o grupo lançou um box set luxuoso, que além dos 3 discos da série com bônus tracks, traz um CD de remixes (Remixolarians, com participação de DJs e produtores) e outro gravado ao vivo durante as turnês. Além dos CDs, a caixa também conta com 2 LPs com algumas das melhores canções da série e com o DVD Fly In A Bottle, dirigido por Billy Martin. Trata-se de uma espécie de documentário sobre o grupo, com imagens dos músicos na estrada e no estúdio. Um bom registro dos bastidores do trabalho desse trio de vanguarda, que em 2010 completará 19 anos de carreira. Por Luiz Guilherme Moffa |
Where Did All the Love Go Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Underdog Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Apesar de não ser um divisor de água na carreira do grupo britânico Kasabian, o álbum West Ryder Pauper Lunatic Asylum aposta numa fórmula certeira que deve agradar tanto os apreciadores de um rock psicodélico mais experimental, quanto os adeptos de um som mais comercial. Com faixas que se alternam entre os dois estilos, trata-se de um disco equilibrado e bem produzido, graças a Dan the Automator, mais conhecido por seu trabalho com o Gorillaz. Sua colaboração no registro salta aos ouvidos através de levadas que adicionam sabores do hip hop a pegada rocker caracteristica do Kasabian. Já na faixa de abertura, “Underdog”, esse encontro fica claro, permeado por riffs de guitarra e arranjos de corda. Na sequência vem o single “Where Did All the Love Go?” com um refrão de forte apelo pop. Por Luiz Guilherme Moffa
Quase quatro décadas se passaram desde que o vibrafonista Gary Burton e o guitarrista Pat Metheny se encontraram pela primeira vez. Na ocasião, Burton tinha 30 anos e Metheny era um jovem músico de 19 anos. Mas o já consagrado vibrafonista percebeu toda a destreza do guitarrista e o convidou para uma turnê. O resto é história. Hoje, o guitarrista é um dos mais bem sucedidos músicos da história do jazz e Burton virou sinônimo de perfeccionismo e vibrafone. A tão sonhada reunião entre eles aconteceu novamente em 1998, com o lançamento do disco Like Minds. Mas o reencontro acabou ficando apenas em estúdio. Uma década depois, finalmente, Metheny e Burton voltam a fazer uma turnê juntos. O resultado, além de shows com ingressos disputados “a tapas”, é o disco ao vivo Quartet Live, que ainda trás as participações do baixista Steve Swallow e do baterista Antonio Sanchez. Gravado ao vivo na Califórnia (EUA), o CD tem um repertório eclético, que vai de Duke Ellington (“Little African Flower”) a Chick Corea (“Sea Journey”), passando por Keith Jarrett (“Coral”) e Carla Bley (“Olhos de Gato”). É claro que músicas autorais não poderiam faltar. Confira “Water L”, de Burton, “Missouri Uncompromised”, lançado originalmente no disco Bright Size Life (1975), de Metheny, e “Falling Grace”, de Swallow. Além de tudo isso, ainda há um gran finale, com 13 minutos de muita improvisação no tema composto pelo guitarrista, “Question and Answer”. Por Emerson Lopes
One Silver Dollar Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Cat People Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Certa vez Tarantino disse em uma entrevista que as cenas de seus filmes saiam de músicas que ele já tinha na cabeça. E isso fica claro ao assistirmos seus filmes anteriores, principalmente Pulp Fiction e Kill Bill. Em Bastardos Inglórios – o novo filme do diretor – isso certamente não aconteceu. Aqui cada música foi pensada como um acompanhamento para as cenas do filme. E isso não a torna menos brilhante que as suas tão conhecidas trilhas anteriores. No geral esse é um trabalho mais orquestrado, com composições de alguns dos maiores compositores de trilhas de todos os tempos, como Lalo Schifrin, Jaques Loussier e uma bela dose de Ennio Morricone, nomes cujo trabalho dispensa comentários quanto à originalidade e qualidade. Outros pontos fortes do álbum são “One Silver Dollar (Un Dollaro Bucato)”, da The Film Studio Orchestra, e “White Lightning”, de Charles Berstein, que de certa forma seguem a mesma linha das composições mais obscuras de Morricone. No meio de todas essas complexas composições, Tarantino achou um lugarzinho para o funk blaxpoitation de Billy Preston em “Slaughter” e para o rock new wave de David Bowie em “Cat People”. Estas faixas dão uma “quebrada” no tom mais clássico dessa trilha sonora. Por Gabriel Sáez |
Para comemorar a 50º edição do festival de Monterey (EUA), em 2007, a organização do festival resolveu presentear o público com o show de quatro feras do jazz: Gonzalo Rubalcaba (piano), Dave Holland (baixo), Chris Potter (sax) e Eric Harland (bateria). Pela primeira vez, o quarteto se reuniu para um show, que felizmente foi gravado e agora lançado em CD. Em The Monterey Jazz Quarte: Live at the 2007, você vai encontrar a essência do jazz em cada faixa, ou seja, a improvisação e a conversa franca entre quatro virtuosos músicos. Potter e Holland já se conhecem há uma década, desde que o baixista encontrou o saxofonista prodígio e o convidou para entrar em seu quinteto. Já Harland, que também tocou com o baixista, é uma das revelações dos últimos anos e tem sido visto ao lado de grandes nomes Charles Lloyd, Terence Blanchard e o SF Jazz Collective. Sobre Holland e Rubalcaba, seus sobrenomes já dizem tudo. O baixista inglês é um dos mais renomados e respeitados músicos de jazz das últimas duas décadas, e o pianista cubano seguiu como poucos a estrada aberta por Keith Jarrett e Chick Corea nos anos 70. O quarteto dos sonhos dá ao público o que ele quer. Solos bem trabalhados, apurada execução e uma interação difícil de ser superada por outros músicos que de vez em quando se juntam para uma jam. Sorte de quem teve a oportunidade de assistir a esse show, que traz oito temas de tirar o fôlego, com nove minutos em média cada um. Por Emerson Lopes
Nada mais justo que uma compilação desse porte para homenagear o artista que mudou o rumo do jazz 4 ou 5 vezes ao longo de sua carreira. O box set consiste em 70 discos que contém todo material que consta nos 52 discos lançados ao longo de sua carreira. O DVD, inédito até então, Live in Europe ‘67. Um livro de 250 páginas com biografia, discografia e index de todas as músicas contidas no box. E uma porção de músicas inéditas e takes raros. Apesar do preço da peça não ser dos mais baratos (U$ 364,98), se fizermos uma conta básica os 71 discos (DVD incluso) saem por 5 dolares e alguns quebrados. Essa compilação de discos, em ordem cronológica, formam não somente uma discografia completa mas retratam também toda a evolução do jazz moderno. Por Gabriel Sáez |
