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Foi quando Steve Wonder fundiu seu incrível talento como compositor com sua preocupação política/social durante a década de 70 que produziu uma série de excelentes álbuns, essenciais para qualquer coleção de discos que se preze. E Innervisions é um deles. O disco traz pérolas como “Living for the City”, com oito minutos de duração e causa uma ótima impressão devido ao poder narrativo de Wonder, trazendo a juventude negra do interior do Mississipi para a cidade. “Too High” fala basicamente sobre drogas e é guiada por uma grooveada linha de baixo. “Higher Ground” – posteriormente gravada pelos Red Hot Chili Peppers – ilustra todo o potencial funk/soul do compositor. O álbum é a expressão musical de um gênio que conseguiu falar de temas como reencarnação e meditação transcendental em um contexto pop, e ao mesmo tempo lançar manchetes políticas fortes. Innervisions prova que Stevie Wonder foi realmente um deficiente visual visionário, enxergando muito além que a maioria dos artistas da época em que o disco foi lançado. Por Gabriel Sáez |




