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Um quinteto formado por J.J. Johnson (trombone), Sonny Rollinns (sax tenor), Horace Silver e Thelonious Monk (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Blakey (bateria) é suficiente para tornar um disco, no mÃnimo, notável. E mesmo tocando com esse time de pesos pesados do jazz, quando os outros membros do grupo eram apresentados à platéia, o nome de Sonny era sempre anunciado por último, para ser descrito como “o homem que acreditamos estar no topo da pirâmide dos saxofonistas tenores modernosâ€. O fato é que a influência desse grande músico sobre artistas como Charlie House, John Coltrane, Billy Michell, somente para citar alguns nomes, é inegável. Nesse álbum podemos imaginar Sonny lançando o tema da música para os outros instrumentos assumirem o controle, enquanto ele escuta e aguarda a hora certa de entrar com alguns floreios produzidos por seu sax. E então se lança em um solo ora arrebatador, ora comportado, mas sempre com muita classe. Um disco que transmite a força e persuasão musical desse grande expoente do sax tenor, sempre muito estimulante para nossos ouvidos. Por Gabriel Sáez |

