Um Legado Sem Prazo de Validade
postado por toro em 27-05-2010 Tudo começou com uma gravação com os pianistas Albert Ammons e Meade Lux Lewis, em 13de janeiro de 1939, na cidade de Nova York. Neste dia, os imigrantes alemães Alfred Lion e Francis Wolff criaram um dos pilares da história do jazz, a gravadora Blue Note. Além de suas gravações históricas, o selo também é lembrado pelo design moderno e inovadores das capas dos álbuns e pela qualidade sonora de seus registros. Os responsáveis por isso são, respectivamente, o designer Reid Miles e o engenheiro de som Rudy Van Gelder. Durante os 15 anos em que trabalhou com a gravadora, Miles fez cerca de 500 capas e soube como ninguém aliar sua técnica com as fotos de Wolff. Como esquecer capas clássicas como Soul Station, de Hank Mobley, Mode For Joe, de Joe Henderson, Hub-Tones, de Freddie Hubbard e Point Of Departure, de Andrew Hill? Já Van Gelder tornou-se sinônimo de qualidade e foi responsável por gravações definitivas dos principais músicos do selo, como Kenny Burrell, Miles Davis, Thelonious Monk, Art Blakey e Wayne Shorter. O auge da Blue Note aconteceu durante os anos 50 e 60, época em que o jazz deixava o bebop para trás e avançava no caminho do hard bop e avant garde. Entre dezenas de discos e jazzistas que fizeram a história da gravadora, é de vital importância citar os nomes dos saxofonistas Wayne Shorter, Joe Hendeson, Hank Mobley, Lou Donaldson, Dexter Gordon, Eric Dolphy, Stanley Turrentine, Sony Rollins e Jackie McLean, dos pianistas Herbie Hancock, Andrew Hill, Horace Silver, Bud Powell, Sonny Clark e Kenny Drew, dos trompetistas Freddie Hubbard, Donald Byrd, Blue Mitchell e Lee Morgan, do organista Jimmy Smith, do guitarrista Grant Green, do vibrafonista Bobby Hutcherson e do baterista Art Blakey e o seu Jazz Mesengers. Assim como a maioria das gravadoras de jazz, a Blue Note também sofreu com a chegada do rock, nos anos 60 e com o jazz fusion, na década de 70. Um pouco antes, em 1966, Lion vendeu o selo e os novos donos simplesmente o abandonaram. Por mais de uma década, a gravadora ficou no limbo e só voltaria ao cenário do jazz em 1984, quando foi adquirida pela EMI, com Bruce Lundwall no comando. Para o relançamento da gravadora, Lundwall não economizou esforços e produziu um show com grandes nomes da Blue Note, em 22 de fevereiro de 1985, no Town Hall, em Nova York. No palco estavam nomes como Herbie Hancock, Joe Hendeson, Kenny Burell, Stanley Jordan, Tony William, Ron Carter, Freddie Hubbard e Cecil Taylor. O histórico encontro foi gravado e lançado anos depois com o nome de One Night With Blue Note. Desde então, a gravadora não parou mais de lançar discos e novos artistas e voltou a ser referência para uma nova geração de ouvintes de jazz. Para sobreviver a nova realidade, a Blue Note resolveu mesclar seus discos entre músicos mais jazzistas (Stanley Jordan, Bill Charlap, Greg Osby e Joe Lovano) e artistas com um toque de modernidade (Norah Jones, US3, Madlib, Cassandra Wilson, Medeski Martin & Wood, Lionel Loueke e Soulive). Em 2009, a gravadora fez 70 anos e para comemorar lançou o disco Mosaic: A Celebration of Blue Note Records, além de promover uma turnê por dezenas de cidades dos Estados Unidos. Comandada pelo pianista Bill Charlap, The Blue Note 7 é comosto por Nicholas Payton (baixo), Ravi Coltrane (sax), Steve Wilson (sax), Peter Bernstein (guitarra), Peter Washington (baixo) e Lewis Nash (bateria). No repertório, temas como “Mosaic†(Cedar Walton), “Inner Urge†(Joe Henderson), “Criss Cross†(Thelonious Monk) e “The Outlaw†(Horace Silver). You Are My Everything – Freddie Hubbard Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Calcutta Cutie – Horace Silver Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser. Por Emerson Lopes Ilustração postado por toro | 0 comments
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