Capas Incendiárias do Funk
postado por toro em 29-04-2010

Assim como a aula de funk contida em cada um dos discos acima, suas capas dão um show à parte. Cada uma delas traz ilustrações que, subjetivamente ou não, retratam os temas abordados nestas pérolas do groove feitas por ícones do estilo como James Brown e os J.B.´s.

Fred Wesley and the JB’s
Damn Right I Am Somebody
Como já diz o titulo, Damn Right I Am Somebody é um álbum bastante politizado. Suas letras tratam de questões raciais, defendendo os direitos dos negros na sociedade. Também são bastante questionadoras, como é o caso de “I’m Paying Taxes, What I’m Buying?”. Produzido por James Brown, este álbum mostra os J.B.’s no auge de seus poderes. Grooves da mais alta qualidade, solos épicos que remetem ao jazz de vanguarda, mudanças de tempo não convencionais. Está tudo aí, e colocado de forma brilhante pelos reis da funk music. Isto é funk em seu estado mais puro.

James Brown
Hell
Lançado um ano depois de The Payback, Hell também figura entre os grandes registros de James Brown. Embora a bela ilustração colorida da capa retrate situações cotidianas de violência nos guetos norte-americanos, nem todas as faixas abordam temas sociais. Apenas a canção título trata a questão de forma direta e veemente. O disco traz clássicos do funk dos anos 70, como “Sayin´ and Doin´ It”, o groove com sabor latino de “Please, Please, Please”, além de outros tesouros como o jazz-funk “Papa Don´t Take No Mess”, com mais de 13 minutos de duração.

JB’s
Hustle With Speed
O antológico Hustle With Speed tem uma das capas mais memoráveis da funk music. Criada a partir do nome do álbum e em cima de algumas de suas canções ( “It´s the J.B.’s Monaurail “e “Transmograpfication”), ela retrata um monorail futurista que leva o nome do disco e transita em meio a uma paisagem espacial.

Damn Right I Am Somebody

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Dirty Harry

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Nouvelle Vague no Brasil
postado por toro em 22-04-2010

O coletivo francês Nouvelle Vague conseguiu se destacar na cena musical de Paris por suas versões de clássicos do punk e da new wave dos anos 80, sempre puxadas para a bossa nova em termos rítmicos e harmônicos. O tom acústico do violão das canções somado aos vocais femininos em francês transformou faixas como Heart of Glass (Blondie), Too Drunk to Fuck (Dead Kennedys) e Love Will Tear Us Apart (Joy Division) em algo bem mais pacífico do que as versões originais.

Já no primeiro álbum (Nouvelle Vague – 2004) eles mostraram suas influências do rock inglês com Joy Division, The Clash e The Cure, sem se esquecer do tom acústico da bossa brasileira dos anos 60 e da canção francesa. O fato é que a mistura agradou e desde 2003 o grupo excursiona pelo mundo.

O público de São Paulo poderá conferir essa mistura no Clash Club no próximo dia 29/04. O Circo Voador, no Rio de Janeiro, será palco da apresentação no dia 30/04. A mini tour brasileira segue para o Mercado Eufrásio Barbosa, em Recife (PE), no dia 1º de maio, e termina em Belo Horizonte, no Palácio das Artes (05/05).

Liderados pelos produtores Marc Collin e Olivier Libaux a banda vem ao país com com a belga Helena Nogueira e a brasileira Karina Zeviani nos vocais. Além de Marc Collin (teclado), Thibaut Barbillon (guitarrista), Spencer Cohen (bateria) e Valente Bertelli (baixo).

O grupo que recentemente lançou o álbum NV3, composto por covers como “Road to Nowhere”, do Talking Heads, e “God Save the Queen”, do Sex Pistols, deve apresentar canções de seus 3 álbuns.

São Paulo – SP
Onde: Clash Club
Quando:29/04

Rio de Janeiro – RJ
Onde: Circo Voador
Quando:30/04

Recife – PE
Onde: Mercado Eufrásio Barbosa
Quando: 01/05

Belo Horizonte – MG
Onde: Palácio das Artes
Quando: 05/05

Guns of Brixton

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I Melt With You

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Alexander McQueen
postado por Gaba em 07-04-2010

Nascido em Londres em 1969, Alexander McQueen foi um dos mais criativos e inovadores estilistas que o mundo da moda já mostrou.

Sua carreira começou aos 16 anos de idade quando largou os estudos para trabalhar como aprendiz nos tradicionais taillors da Savile Row em Londres. Trabalhou primeiramente no renomado Anderson and Shepard logo em seguida no Gieves and Hawkes, ambos mestres na construção de vestuário formal.

A partir daí desenvolveu sua carreira direcionada para a área de fashion design e em menos de 10 anos se tornou um dos mais respeitados estilistas do mundo. Antes de sua morte precoce há alguns meses, McQueen atuava como diretor criativo do grupo Gucci.

Seus desfiles são conhecidos por sua força emocional e energia. E isso costumava ser alcançado a partir de uma mistura de temas extremos, por exemplo: fragilidade e força, tradição e modernidade entre outros contrastes. E sempre fazia isso com extremo respeito e influência das mais diversas e inusitadas manifestações artísticas.

Como é o caso deste desfile de 2007 intitulado Sarabande, que teve como inspiração a composição homônima de George Frederick Handel – compositor clássico alemão de 1685.

Parte I

Parte II

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Jim Marshall 1936-2010
postado por toro em 05-04-2010

Há alguns dias morreu um dos ícones da fotografia. O cara que eternizou grandes momentos da música.

James “Jim“ Marshall, fotografou de Jimi Hendrix a Thelonious Monk, passando por Rolling Stones, Janis Joplin, Bob Dylan, Johnny Cash, The Who, John Coltrane, Led Zeppelin entre outros.

Conhecido pelas imagens históricas que capturou, devido ao exclusivo acesso que tinha a grandes nomes da música. A exemplo, Marshall foi o único fotógrafo liberado para registrar o backstage da última apresentação do Beatles, em São Francisco (1966). Foi o principal fotógrafo do festival de Woodstock e acompanhou o Rolling Stones em sua histórica tour de 1972.

O fotógrafo publicou cinco livros em sua carreira, incluindo Trust: Photographs of Jim Marshall, uma coleção com suas principais fotos, lançada no ano passado. No entato, entre estes cinco lançados um que chama a atenção da Toro é o Livro “Jazz”.

Nas décadas de 60 e 70, quando Jim estava fotografando a cena de rock e cultura jovem, que posteriormente o faria famoso, ele também tinha outra paixão, capturar imagens dos jazzistas daquela época. Com a mesma agilidade e calor das icônicas fotos de rock, as fotografias de jazz de Jim iluminaram tanto momentos de legendários artiscas como John Coltrane, Thelonious Monk, Duke Ellington, Count Basie, Coleman Hawkins, Miles Davis, Ray Charles, Bill Evans, Mingus e muitos outros.

Embora tenha sido reconhecido por suas imagens marcantes da história do rock, ele mesmo não se considerava uma fotógrafo do rock, como diz nos agradecimentos seu livro “Jazz“.

“…Eu não sou um fotógrafo de rock… Este livro pode surpreender aqueles que pensam que conhecem todo o meu trabalho. Claro, eu tirei fotos de artistas renomados, especialmente Miles, Coltrane e Monk, mas há muitos outros que as pessoas não conhecem. Eu quero que estas fotos de jazz sejam reconhecidas como parte importante da minha carreira… eu tentei capturar a intensidade e elegância destas pessoas… “

Mais fotos em www.marshallphoto.com

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Sewn from the Soul
postado por toro em 29-03-2010

Sewn from the Soul é um editorial de moda online feito por sete amigos que mistura estilo e história. Idealizado pela dupla novaiorquina Street Etiquette, que se inspira nas excêntricas, originais e diversas atitudes urbanas de NY.

Neste editorial feito especialmente em fevereiro, tido como o “O Mês da História Negra“, eles enfocam os notórios afro-americanos do passado.

Como eles dizem “…a História é importante porque nos habilita a traçar o que ocorreu no passado para nos ajudar a nos direcionar para o futuro. Estilo contribui no caráter individual e dita nossa personalidade no que nos cerca.“

Com isso em mente passam a prduzir um editorial que homenageia e exalta a cultura negra americana. Esilo inspirado em persongens que marcaram a história.

Gordon Parks, primeiro fotógrafo negro da LIFE (1948) e Vogue (1944).

Huey P. Newton Co-Fundador e líder dos Black Panthers.

Miles Davis “… no Bronx, Miles falou por sua música e sua música falou por sua alma.“

Cornell West Um dos mais inluentes Afro-americanos envolvidos nos movimentos dos direitos civís pós 60. Membro Socialista-democrata Americano, notável autor, ator, crítico e filósofo.

Sammy Davis Jr. Cantor, ator e dançarino, Foi o primeiro artista negro a conseguir estrelar o seu próprio programa de televisão.

Nat “King“ Cole Piano e voz que imortalizou muitas músicas românticas.

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Cartaz Battle Studies Tour
postado por toro em 18-03-2010

Conhecido por seu bom gosto visual e senso estético apurado, o guitarrista John Mayer já assinou o direção de arte de algumas capas de seus discos.

Mas desta vez ele se superou e chamou o designer Andy Cruz da House Industries para produzir os cartazes da tour Battle Studies. O resultado é este aí.

Até agora foram produzidos cartazes para duas cidades. Dois modelos de edição limitada a 300 peças cada para NY e um modelo para Atlanta.

Nas peças para NY, Andy Cruz utiliza o tipo Caslon de Ed Benguiat impressos em papel francês sem refile e serigrafadas com tintas metálicas. Nos posters de Atlanta, o mesmo processo de impressão com a tipografia Buffalo, também de Ed Benguiat, mostram o cuidado fino e elegante de Andy Cruz.

Se não fosse o bastante, foram produzidas também uma edição super especial e limitada de 26 peças serigrafadas em madeira.

Material promocional de primeira qualidade que outros músicos e bandas fariam bem em copiar. À venda no eshop do John Mayer. E para ver mais fotos clique aqui.

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Bowers & Wilkins
postado por Gaba em 11-03-2010

Para início de conversa, vale citar que a B&W – Bowers & Wilkins é a marca que atualmente possui a tecnologia mais avançada de alto-falante para home theaters e I Pod. Atualmente é usada nos estudios Abbey Road e responsável pelo sistema de som do modelo de carro Jaguar XJ.

O resultado da incansável jornada da B&W em busca de uma qualidade de som perfeita é nítido ao nos depararmos com o modelo 800 Series Diamond. Esta linha de produtos é lendária em estúdios de gravação profissional e para sérios (realmente sérios) entusiastas musicais. Essa linha é composta de uma vasta gama de medidas que se adaptam desde a uma prateleira quanto a ambientes domésticos de quaisquer tamanhos. E apesar das diferentes configurações que variam de tamanho para tamanho todos eles possuem pontos em comum, entre eles: um tweeter feito a partir de diamante puro e uma qualidade de som que deixa qualquer nível de apreciador de música sem palavras.

www.bowers-wilkins.com

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It Might Get Loud
postado por toro em 10-02-2010

Documentário que reune 3 guitarristas de gerações diferentes. O lendário Jimmy Page dos Yardbirds e Led Zeppelin; David Howell, mais conhecido como The Edge do U2; e Jack White dos White Stripes, Raconteurs e Dead Weather.

Se você espera que um documenário sobre guitarristas tenha discussões técnicas sobre corpo de guitarras e encordamento, esqueça. Estas cenas foram cortadas para dar lugar a um rotiero que enfoca a formação e percurso que estes 3 tiveram de percorrer até obterem algum reconhecimento. O que torna o documentário muito mais atraente a qualquer tipo de público, mesmo que não seja músico ou guitarrista.

Em momentoos isolados, cada um conta brevemente sua história. Jimmy Page (Led Zeppelin) aparece na adolescência na televisão britância tocando skiffle (um tipo de música inglesa que mistura jazz, blues e country). Retrata também sua jornada como músico de estúdio, gravando jingles e até o momento decisivo em que pensa em largar a vida de músico.

The Edge fala sobre a formação da banda U2, com cenas do colégio onde estudava com os outros membros da banda, a parede em que viu o anúncio de que estavam precisando de um guitarrista para o grupo, o primeiro palco, as dificuldade de se criar durante o período de guerra e até mesmo uma fita K7 original que deu origem a “The Joshua Tree”. Jack White fala de como se iniciou na música, seu primeiro instrumento, a bateria, da juventude em um bairro de negros e latinos onde só se ouvia hip hop e música eletrônica.

O docmentário torna-se grande, a partir do momento em que, além de mostrar a relação dos músicos com seus instrumentos, se discute e mostra o processo criativo de cada um em meio as conversas. A exemplo, em alguns momentos Jimmy revela porque criou a guitarra de dois braços, The Edge mostra como a tecnologia influencia na criação dos seus riffs e Jack White mostra o ponto de partida de suas composições (até mesmo demonstrando) e fala de sua coleção de guitarras com braços tortos.

Do mesmo diretor de “Uma verdade incoveniente” – Davis Guggenheim. Um documentário instigante, curioso e em certos momentos até engraçado.

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O Som da Helvetica
postado por toro em 02-02-2010

Em primeira instância a idéia de se fazer um longa metragem sobre uma tipografia pode soar um pouco fora do senso comum para pessoas que não tenham contato com a área de design e/ou publicidade. Mas o propósito disso é bem claro. Se você der uma volta em qualquer uma das principais cidades do mundo como Nova Iorque, Paris, Londres, Amsterdan, Berlin ou até mesmo São Paulo para todo lugar que olhamos vemos diferentes tipografias e provavelmente tem um tipo delas que você vê mais que as outras, pode ter certeza que esta é Helvetica.

Esta tipografia faz parte do cotidiano de milhares de pessoas ao redor do mundo, dando direções no metrô, dizendo aonde estacionar o carro, aonde está o toilete, quanto pagar por um hot dog. Ou seja percebemos uma linguagem a parte se quisermos.

O intuito da Helvetica foi a criação de uma tipografia com melhor legibilidade e ao mesmo tempo limpa e com um ar contemporâneo. Há uma frase famosa que diz mais ou menos o seguinte: “ Se você não é um designer e quer se aventurar fazendo algum trabalho gráfico use Helvetica que vai ficar bom”.

O filme Helvetica, lançado em 2007, é um documentário sobre tipografias, design gráfico e cultura visual global. E a partir daí desenvolve diálogos entre a tipografia com alguns importantes ícones gráficos da nossa geração. Entre eles algumas capas de discos famosas como The Beatles White Album, Run DMC e Frank Sinatra.

Ao longo dessa jornada de informação e imagem, são entrevistados alguns dos maiores designers da atualidade e da velha guarda. Cada um dando a sua opinião sobre o impacto causado pela tipografia no mundo e sua opinião (nem sempre favorável) sobre a fonte.

A seleção musical feita para o filme foi extremamente cuidadosa e conta com a participação de artistas como El Ten Eleven, Sam Prekob, Kim Hiorthøy, Chicago Underground e outros.

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Lost In Tokyo
postado por toro em 12-01-2010

Apesar do sobrenome que abre muitas, senão todas, as portas quando se trata de cinema, o talento da diretora Sofia Coppola na arte de se fazer filmes é inegável.

O filme Lost In Translation (Encontros e Desencontros) mostra uma combinação de música e imagens de cair o queixo. A trilha sonora criada como pano de fundo para os dois protagonistas americanos (Scarlett Johansson e Bill Murray) “perdidos” na imensidão de informações de Tokio é no mínimo notável.

Em meio a cenas introspectivas e humor despretensioso (mas extremamente divertido), as músicas escolhidas se encaixam com maestria em cada uma das tomadas.

Toda a seleção de canções segue uma linha comedida, sem muitas variações de estilos. Passeando por bandas como My Bloody Valantine, Air, Death In Vegas, Phoenix e uma boa dose de Kevin Shields (um dos maiores responsáveis pela atmosfera agradável do disco).

Um daqueles casos em que um filme de beleza ímpar se completa com uma trilha sonora do mesmo patamar.

KEVIN SHIELDS – ARE YOU AWAKE

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SQUAREPUSHER – TOMMIB

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PHOENIX – TOO YOUNG

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